Em nova produção musical, DJ Rennan da Penha, Rodd e Lucca destacam a favela da Penha

Na composição, os artistas defendem os valores das comunidades e a luta por liberdade artística para os cantores e produtores de funk
Complexo da Penha - DJ Rennan da Penha

Foto: Reprodução/Youtube

Quando o assunto é produção musical e de “hits” marcantes, a carreira do DJ Rennan da Penha fala por si só. Ao mesmo tempo que o seu nome é um dos mais comentados dos últimos anos, dentro do cenário do Funk, devido à influência na popularização do ritmo 150BPM, a sua vida também se movimenta em direção ao ativismo periférico e negro (após ser vítima de constantes acusações por associação ao crime).

Defendendo esses valores, o produtor disponibilizou nas plataformas digitais a nova música “Complexo da Penha”. E, conta com as participações do rapper Rodd e do cantor Lucca.

Nova música de Rennan da Penha traz a parceria com o rapper Rodd e o cantor Lucca
Foto: Divulgação

Com um ritmo contagiante e explorando rimas fortes e diretas que defendem o direito de expressão e liberdade nas criações artísticas, o audiovisual da faixa investe também nos cenários do território da favela da Zona Norte do Rio de Janeiro, Complexo da Penha, nome que está justamente no título da melodia.

Em uma das linhas da música, a produção destaca que “DJ não é bandido” em referência às acusações sofridas por Rennan da Penha e outros artistas do cenário do Funk, que têm sido frequentemente associados ao crime organizado. Para conferir a faixa “Complexo da Penha”, acesse o perfil no Youtube do Canal Hitzada.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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