Esgoto a céu aberto e lixo em valão tomam conta da região das Casinhas, no Complexo do Alemão

Com essa situação, o mau cheiro e insetos transmissores de doenças invadem as casas dos moradores da localidade
Foto: Amanda Botelho
Foto: Amanda Botelho

Foto: Amanda Botelho / Voz das Comunidades

A falta de saneamento básico está atingindo moradores das Casinhas, no Complexo do Alemão. O rio da localidade virou um valão com esgoto a céu aberto e muitos lixos. Como resultado, o mau cheiro e insetos transmissores de doenças invadem as casas da região.

De acordo com relatos de moradores, o Rio das Casinhas está nessa situação de descaso há mais de 5 anos. Para Rubens de Jesus, de 66 anos, morador antigo da localidade, as repartições responsáveis precisam providenciar a manutenção do rio. Por outro lado, Rubens também destaca que os próprios moradores devem colaborar não jogando lixo no rio.

Rubens de Jesus. Foto: William Santos / Voz das Comunidades

Com isso, foram acionadas as autoridades entrando em contato, primeiramente, com a Rio Águas. Em resposta, a empresa informou que a Cedae é a responsável pelo esgoto na comunidade. De acordo com a Cedae, técnicos estiveram no local e não há vazamento em redes da Companhia. Quanto ao lixo, o rio foi vistoriado por uma equipe da Comlurb. Segundo a empresa, o serviço de remoção vai entrar na programação. Por fim, a situação foi relatada para a secretaria da Zona Norte, mas, até o momento da publicação desta reportagem, não houve retorno.

“Por favor, vem ajudar a gente a limpar esse rio. É muito mosquito, rato que já me mordeu. Eu não estou aguentando mais! Peço a vocês, por favor, ajuda a gente. Nós somos seres humanos, nós merecemos morar numa comunidade melhor”, desabafa a moradora Andréia Maria.

Andréia Maria. Foto: William Santos / Voz das Comunidades

Confira a reportagem completa no vídeo abaixo:

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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