Moradores do Morro dos Macacos se unem na luta contra a Covid-19

Iniciativa já distribuiu cerca de 750 cestas básicas e kits de limpeza
ação covid morro dos macacos

O Macacos Vive é um coletivo de comunicação independente do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona Norte do Rio, que, como outros espalhados por favelas da capital, teve de redirecionar as atividades contra os efeitos do novo coronavírus na comunidade. Durante o período de pandemia, diante da falta de assistência governamental plena, moradores de favela estão se articulando e distribuindo alimentos e materiais de limpeza aos que estão em situação de vulnerabilidade.

O coletivo surgiu no início de janeiro deste ano e, desde o início da pandemia, vem apoiando o grupo Entre Amigos Morro dos Macacos, que também é formado por moradores da comunidade, fazendo a distribuição de cestas básicas e kits de limpeza. Já distribuíram cerca de 750 cestas básicas e 800 kits de limpeza. Vitor Bernardo, advogado e cofundador do coletivo Macacos Vive, conta que a falta de apoio torna mais difícil criar ações que contemplem a maior parte de moradores.

Campanha do Macacos Vive e Entre Amigos para arrecadar alimentos

Sound Up Brasil: Spotify apoia futuros podcasters de comunidades

Ajuda através da internet

As plataformas que o coletivo usa para levar informações sobre o coronavírus são Instagram e Facebook. Como não é só de Covid-19 que se vive na favela, o objetivo é também buscar o resgate histórico da comunidade e a promoção da cidadania, na luta contra o racismo e violência policial. “Buscamos empoderar a nossa comunidade com acesso a informações que impactam na nossa realidade”, destaca Vitor.

O coletivo Macacos Vive e as instituições parceiras estão com uma campanha de doação nas redes para arrecadação de alimentos. Se você quiser ajudar as iniciativas atuantes na comunidade, pode entrar nas páginas: Coletivo Macacos Vive e Entre Amigos.

Compartilhe este post com seus amigos

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp

EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

Contato:
[email protected]