Voz das Comunidades promove Invasão de Livros em alusão à ocupação, que completa 10 anos

Mais de 16 mil livros de diversos gêneros e faixas etárias serão distribuídos a moradores das comunidades
Rene Silva / Invasão de Livros. Foto: Renato Moura / Voz das Comunidades

Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

Na manhã deste sábado (28), o Voz das Comunidades em parceria com Bienal do Livro vai realizar a Invasão de Livros. A ação é uma alusão aos dez anos da ocupação pela polícia militar dos Complexos da Penha e Alemão. Mais de 16 mil livros de diversos gêneros e faixas etárias serão distribuídos a moradores das comunidades, com destaque para livros de Barack Obama, Djamila Ribeiro, Lázaro Ramos, Sônia Bridi e Emicida.

Invasão de livros como resposta

Rene Silva, fundador do Voz das Comunidades, é o idealizador da ação e comentou sobre a realização da Invasão de Livros. “O que me motivou a fazer a Invasão de Livros nos Complexos do Alemão e da Penha foram os dez anos que o poder publico teve a oportunidade de transformar a realidade desses dois maiores conjuntos de favelas e não fez nada. Não é uma ação de confraternização e comemoração desses dez anos, é uma ação para reafirmar que queremos invasão de livros, cultura, musica, ação social e investimentos nas áreas em que não houve investimentos. Durante esses dez anos o poder público só colocou dinheiro na polícia e nos tirou a Nave do Conhecimento, Biblioteca parque e Teleférico”.

Crianças e jovens dos Complexos do Alemão e Penha vão receber livros na manhã de sábado (28). Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

A Invasão contou com o apoio de doações de livros de inúmeras pessoas, mas a maior parte foi feita pela Bienal do Livro. Cerca de cem voluntários vão participar da entrega dos livros doados em ação similar às de distribuição de cestas básicas. A diferença é que as sacolas, dessa vez, estarão cheias de livros. 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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