Andar a pé pela Itararé é uma aventura

Andar a pé pela Itararé é uma aventura - Foto: Renato Moura
Andar a pé pela Itararé é uma aventura - Foto: Renato Moura

Quem passa pelo local, sofre diariamente por conta da falta de educação de alguns motoristas

Caminhar pela Estrada do Itararé se torna cada vez mais difícil. Ao começar o trajeto, é possível ver oficinas funcionando nas calçadas, ponto de ônibus que ocupa todo o espaço, mercado que faz carga e descarga o dia todo e o principal: carros fazendo as calçadas de estacionamento.

Lançamos em uma de nossas redes sociais a seguinte pergunta: Alôô Complexo! Na sua rua, tem alguém utilizando a calçada como estacionamento e atrapalhando a vida dos pedestres? Conta pra gente aqui nos comentários!

A mesma teve alta repercussão, com 101 curtidas e 49 comentários, nos quais foram citados os seguintes locais com estacionamento irregular: Coqueiros, Nova Brasília, Largo da Vivi, Avenida Central, Alvorada, Grota, Avenida Itaóca e alguns outros.

A equipe do Voz da Comunidade foi às ruas e as cenas são ainda piores. É comum ver mães com crianças, idosos e deficientes físicos passando pelo meio da rua, em meio a carros, ônibus e moto, por falta de espaço na calçada. Em frente à UPA, que é um local bem movimentado, o estacionamento irregular é diário.

Janiele Monteiro, moradora do Complexo do Alemão, deixou seu relato em nossa página:

“Meu bebê é muito pesado, tenho que andar com ele no carrinho. É um sufoco na ida e na volta da escola. O ônibus já quase atropelou a mim e a meus dois filhos porque não tinha como passar na calçada, tive que ir pelo meio da rua. Desde esse dia para cá eu não ando mais com meu filho no carrinho, com medo de ser atropelada”.

Pedestre passa pela rua por falta de espaço na calçada em frente à UPA do Alemão - Foto: Renato Moura
Pedestre passa pela rua por falta de espaço na calçada em frente à UPA do Alemão – Foto: Renato Moura

Deixamos registrado aqui nosso apelo aos motoristas: NÃO ESTACIONEM EM LOCAIS PROIBIDOS! Muitos moradores estão sendo prejudicados, já que suas vidas são postas em risco todas as vezes que são obrigados a caminhar pela rua. Coloquem a mão na consciência. A vida agradece.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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