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Autoridades discutem sobre suspensão de operações policiais em favelas do Rio

Augusto Aras e Edson Fachin se reúnem para discutir sobre o cumprimento da ordem que restringe operações policiais em comunidades

Foto: Thiago Lima / Voz das Comunidades

Nesta sexta-feira (11), o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, se reúnem para discutir sobre o cumprimento da ordem que restringe operações policiais em favelas do Rio de Janeiro durante a pandemia do coronavírus.

Em junho, o STF proibiu a realização de operações policias em comunidades devido à Covid-19. As operações só poderiam ser realizadas “em hipóteses absolutamente excepcionais, que devem ser devidamente justificadas por escrito pela autoridade competente”. 

Para representantes das forças de segurança, impedir operações em favelas possibilita o fortalecimento de facções criminosas e representa risco à segurança pública do estado. No entanto, a suspensão dessas ações preservou a vida de muitos moradores, que frequentemente são vítimas da violência. Segundo dados da pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), após determinação do STF o número de pessoas mortas durante ações ou tiroteios no Rio diminuiu mais de 70%, e em 50% o número de feridos.

Contudo, mesmo com a suspensão das operações houve ocorrências de incursões policiais nas favelas neste período.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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