Complexo do Alemão ganha uma oficina de arte-cultura

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Da união entre projetos surge um espaço onde os jovens poderão discutir sobre seus direitos

O Complexo do Alemão não é apenas violência; prova disso é o projeto de uma docente e duas alunas da UFRJ que estão trazendo para a comunidade o “Chega pra Somar” e percorrendo o território atrás de parcerias.

O projeto escolheu o Alemão para atuar por meio de uma pesquisa de mapeamento que indicou a escassez de ações realizadas neste território. Isso intrigava a docente Beatriz -mentora do projeto -, que se questionava o porquê da UFRJ não ter nenhum planejamento para os jovens dessa região, embora a universidade funcione num local tão próximo da comunidade.

Através de uma disciplina chamada terapia ocupacional, os alunos tiveram de realizar um trabalho prático. A partir daí, alguns estudantes conheceram a Sra. Lúcia Cabral, gestora do projeto EDUCAP (Espaço Democrático de União, Convivência, Aprendizagem e Prevenção). Depois de dois anos. aqui está o projeto, com uma parceria importante para o “Chega pra Somar”.

A docente Beatriz, que veio de São Paulo após ser aprovada no concurso de uma universidade federal, já tem uma trajetória de experiência com jovens e violência. Agora, traz à comunidade um projeto de arte-cultura.
O objetivo do projeto é oferecer um espaço para o jovem trabalhar cidadania e direitos humanos, utilizando oficinas de arte-cultura. A ideia inicial é que eles possam criar produtos estéticos, performáticos e artísticos. O espaço será desenvolvido também para que os jovens sejam ouvidos, um lugar de troca de experiências. O interessante do “Chega pra Somar” é que não existe um limite de idade: quem quiser chegar pra somar será muito bem-vindo.

As oficinas de arte-cultura acontecem no espaço EDUCAP na Rua Canitar s/nº, localizado no Campo do Sargento – Inhaúma | Complexo do Alemão, todas as terças e quintas-feiras, de 14h às 16h. Nas segundas-feiras o projeto é itinerante, levando uma roda de conversa para diversos locais, a fim de estreitar ainda mais o laço entre os parceiros.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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