Destruição de florestas não é sinônimo de desenvolvimento

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Recentemente a ONG Greenpeace entregou na Câmara dos Deputados um projeto de lei oriundo de uma das maiores campanhas pela sustentabilidade do nosso país. O projeto de lei proíbe o corte de floresta nativa no Brasil e a emissão de autorizações para novos desmatamentos. A proposta de lei também estabelece que devam existir exceções para agricultores familiares por um período de cinco anos, até que sejam implementados programas de assistência técnica e extensão rural compatíveis com o uso sustentável da floresta.

A atual legislação brasileira ainda permite o desmatamento. Estima-se que, somente na Amazônia, de 10-20 milhões de hectares de floresta ainda podem ser cortados legalmente. Legal ou ilegal, o planeta não suportará mais destruição e precisamos dar um basta agora. A ciência não cansa de nos alertar e esta pode ser a última chance de o Brasil mostrar que está pronto para enfrentar os desafios dos novos tempos, com toda sua força e sabedoria.

Brasil, Santarém, PA. 05/06/2009. Madeireira ao lado de área com vegetação ainda nativa, preservada, no município de Santarém. A cidade é conhecida como a "Pérola do Tapajós", devido ao rio que banha a cidade. - Crédito:ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/AE/AE/Codigo imagem:41882
Brasil, Santarém, PA. 05/06/2009. Madeireira ao lado de área com vegetação ainda nativa, preservada, no município de Santarém. A cidade é conhecida como a “Pérola do Tapajós”, devido ao rio que banha a cidade. – Crédito:ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/AE/AE/Codigo imagem:41882

Já é comprovado que não é mais preciso desmatar nossas florestas para produzir. O maior exemplo vem da soja, que desde 2006 não se compra soja de área desmatada, e a soja na Amazonia triplicou sem novos desmatamentos, o mesmo deve acontecer o gado e outros produtos oriundos das nossas florestas.

Ainda na Amazônia, o Brasil se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal até 2030. Continuar o desmate é ilógico pelo viés ambiental ou pelo econômico, seja na Amazônia, seja no Brasil. Assim, se o projeto de lei da Greenpeace for aprovado, será um novo ciclo no país. Vamos unir nossos esforços e assinar pela petição no site da organização.

Entenda a campanha e assine a petição: www.desmatamentozero.org.br

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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