Em tempos de pandemia, solução de Crivella é criar lavatórios nas entradas das Favelas

Marcelo-Crivella-preocupado

Nos últimos meses fomos surpreendidos com a notícia de que uma pandemia se iniciava do outro lado do mundo, a COVID19,  que no início parecia impotente e distante de nossas respectivas realidades, mas logo trouxe o medo para a casa de todos. A vida parecia normal, até que a doença chegou no metro quadrado mais caro do país, a zona sul do Rio de Janeiro.

Com os noticiários trazendo informações sobre o que acontece no restante do mundo, a população brasileira começou a se prevenir de acordo com as recomendações dos especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS), que são lembradas diariamente em todas as plataformas de notícias. O álcool em gel logo desapareceu das prateleiras das farmácias e dos supermecados. Com a falta de produtos, uma informação importante também chegou: água e sabão são eficazes na prevenção do novo vírus, mas infelizmente a eficácia não será para todos. 

Moradores de zonas periféricas começaram a se manifestar em redes sociais e por coletivos para tentar algum tipo de socorro dos governantes; a falta de água nas favelas reforça que existe um descaso com parte da população e que em momentos tão drásticos como este, ficam sem o direito de tomar banho, lavar as mãos e manter a casa minimamente limpa. No Rio de Janeiro a situação é ainda pior, tendo em vista que há pouco tempo a qualidade da água fornecida pela CEDAE já não era boa.

O prefeito do município do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou através de uma coletiva de imprensa pela internet que algumas comunidades receberão uma espécie de lavatório de mãos com água e sabão disponíveis para os moradores. Não foi especificado a quantidade de postos, nem os locais que serão construídos, o que deixa a sensação de incerteza para aqueles que precisam de água com urgência não somente para lavar as mãos, mas para uso diário em suas casas. 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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