Estamos retrocedendo – #Opinião

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ARTIGO DE OPINIÃO: Não sei vocês, mas tenho a sensação de que estamos vivendo um momento de retrocesso no país e, não estou mencionando sobre política e as barbaridades que envolvem esse tema, estou falando de uma regressão no pensamento das pessoas. Vejo alguns jovens, com oportunidades de crescimento, tendo ideias e preconceitos que, até então, foram “superados”.

O Facebook é uma ótima ferramenta para ter uma noção do quanto isso está evidente. Tem pessoas que compartilham vídeos e textos, com conteúdos extremamente inadequado, fora do progresso que estamos querendo atingir, sem ao menos pesquisar um pouco mais sobre aquela informação. É a era da pós-verdade, onde as pessoas desdenham a autenticidade dos fatos.

Através da última novela das 21 h, na Rede Globo, “A força do querer”, onde havia uma personagem transgênero, percebi o quanto algumas pessoas próximas a mim são preconceituosas, sem ao menos saberem a diferença do que é sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Acho que, antes de julgarmos, devemos ser curiosos e nos informarmos dos assuntos que não conhecemos para desmitificar certos pensamentos.

Em pleno século XXI, o assédio sexual, o preconceito racial, a ofensa gratuita etc ainda fazem parte do cotidiano de um povo que tem, cada vez mais, acesso à tecnologia, livros, arte, conteúdos que nos ajudam a ter um pensamento mais crítico e respeitoso. Entretanto, muita gente confunde o gosto pessoal e os dogmas religiosas e dispensam uma discussão mais objetiva.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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