Manifestações antirracistas acontecem novamente neste domingo (07)

O ato foi conduzido de maneira pacífica, apesar da forte presença de policiais
Ato II Vidas Negras Importam - Foto: Matheus Guimarães
Ato II Vidas Negras Importam - Foto: Matheus Guimarães

São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Paris, Berlim e muitas outras cidades do mundo tiveram mais um final de semana de manifestações contra a violência policial e o genocídio do povo negro e periférico. Neste domingo (07), o movimento antirracista também mobilizou pessoas nas ruas do Centro do Rio de Janeiro e o protesto aconteceu de forma completamente pacífica.

Perto da hora de início, às 15h, os manifestantes começaram a relatar que os policiais estavam apreendendo e proibindo a posse de vidros de álcool em gel, mesmo com a recomendação da própria Polícia Militar de 50ml por pessoa. Além disso, a PM também proibiu o uso de megafone durante o protesto.

O ato foi conduzido de maneira pacífica, apesar da forte presença de policiais, inclusive com a cavalaria da PMERJ. Por volta das 15h50, o ativista Raull Santiago mostrou, via live no Twitter, que os policiais fizeram uma barreira em 360º na praça da Candelária e passaram a revistar todas as pessoas que chegavam para se juntar à manifestação. O ato foi encerrado pouco após às 16h.

Policiais revistam manifestantes – Foto: Matheus Guimarães

Vitória no STF, mas apenas o início

Uma das reivindicações das manifestações no Rio de Janeiro era a proibição da realização de operações policiais durante a pandemia. Na última sexta-feira (05), o ministro Edson Fachin decidiu favoravelmente para este ponto, afirmando que, caso haja operação, existirá pena de responsabilização civil e criminal. Entretanto, não é apenas isso. Os atos reivindicam outras medidas na área da saúde e de segurança: produzir testagem em massa nas favelas do Rio e Baixada Fluminense, criação de fila única para leitos de UTI e enfermagem no SUS, criação de um gabinete de monitoramento do cumprimento da liminar do STF e a aprovação do PL 2568/2020, que destina parte dos equipamentos do governo do estado durante a pandemia.

Fotos:

Ato II Vidas Negras Importam – Foto: Matheus Guimarães
Ato II Vidas Negras Importam – Foto: Matheus Guimarães
Ato II Vidas Negras Importam – Foto: Matheus Guimarães
Ato II Vidas Negras Importam – Foto: Matheus Guimarães
Ato II Vidas Negras Importam – Foto: Matheus Guimarães

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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