Música negra. Música de negro. Música feita por negros #OPINIÃO

artigojordania27

ARTIGO DE OPINIÃO: Existe um estilo musical que faz parte do meu cotidiano e que me traz certa satisfação quando escuto. É a música negra. Mas tome muito cuidado; esse tipo de música é um caminho sem volta. Você começa ouvindo um trecho de uma canção, quando pensa que não, já está cantando… E no estágio mais avançado você já está lançando alguns passinhos desajeitados.

A cultura negra trouxe pra gente uma bagagem recheada de histórias cantadas por negros que foram escravizados há séculos; é mais que tambores e batuques bem sincronizados, é a história de todo um povo. Aqui no nosso Brazilzão podemos citar alguns nomes que representam, ou representaram a Black Music para os brasileiros. São eles: Tim Maia, Elza Soares, Milton Nascimento, Sandra de Sá, Sergio Pererê, Alcione… São nomes de peso e artistas que sou fã. Tente tirar uns minutinhos do seu dia pra escutar a qualidade do som que vem dos negros. É impossível negar que a música carrega letras fortes e pensamentos expressos em forma de canção. A música eleva e lava a alma. A porta de entrada dela são nossos ouvidos, mas ela percorre até nosso coração.

Infelizmente a essência da música negra se perdeu com o passar dos anos, mas ainda existem alguns heróis que buscam mostrar que nossa cultura não morreu. Ela é viva e ecoa. É importante valorizar essa cultura musical que os negros lutaram pra preservar. A música negra é um forte símbolo de resistência de uma geração que luta para manter viva a história de um povo que foi escravizado, porém, trouxeram consigo uma bagagem musical e cultural que é ouvida, dançada, cantada e amada por inúmeras pessoas até os dias de hoje.

A música negra tem um forte tom de realidade vivida. Mais forte que o tom da nossa pele. Ela pode falar o que nossas palavras, por vezes, não conseguem dizer. Ela consegue chegar onde não conseguimos. Ela pode tocar ouvidos e corações. Meu contato com a Black Music começou quando eu enxerguei a necessidade de valorizar essa cultura; e esse estilo musical marca toda uma luta e resistência dessas pessoas de pele preta que costumam estar à margem da sociedade.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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