Nós do Morro estreia espetáculo amanhã (31), no Vidigal

Crédito fotografico Felipe Paiva

Está procurando um programa para seu feriadão? Então fica ligado na dica que nós temos para você aqui

O Nós do Morro completa 32 anos de história, e para comemorar essa marca, estreia o espetáculo “Encontros, 32 anos depois”. O texto é uma releitura do Grupo Nós do Morro de sua primeira produção, que estreia no dia 31 de maio no Casarão do Nós do Morro, no Vidigal. A produção foi a primeira a ser apresentada pelo grupo, em 1987. Com argumentos preparados por Luís Paulo Corrêa e Castro, a história fala da vida dos adolescentes do Vidigal na década de 80, mostrando os principais pontos de encontro e reunião e os problemas enfrentados no cotidiano dos moradores de uma favela em plena “década perdida”.

Apesar da diferença de 31 anos entre a primeira montagem e essa, a importância ainda é bastante latente na história, não somente do Nós do Morro, mas de tantas outras comunidades espalhadas pelo Rio de Janeiro e pelos demais estados brasileiros.

A remontagem desse espetáculo é a prova de que a semente germinada com a criação do Nós do Morro frutificou, mostrando que a iniciativa idealizada por Guti Fraga, Fred Pinheiro, Luís Paulo Corrêa e Castro e Fernando Mello da Costa serviu de espelho para uma série de movimentos culturais criados em favelas e bairros da periferia, formando crianças, jovens e adultos, mostrando que a vida vivida na arte é muito mais bonita de ser vivida.

Hoje, após tantas décadas e mudanças no mundo, a peça volta à cena em uma releitura assinada por Fabrício Santiago, com colaboração de Álamo Facó. O argumento é o mesmo e os conflitos permanecem, mas as situações foram adaptadas para o contexto atual, com a dinâmica de uma sociedade cada vez mais impactada pela globalização. A remontagem desse espetáculo é a prova de que a semente germinada com a criação do Nós do Morro frutificou, mostrando que a iniciativa idealizada por Guti Fraga, Fred Pinheiro, Luís Paulo Corrêa e Castro e Fernando Mello da Costa serviu de espelho para uma série de movimentos culturais criados em favelas e bairros da periferia, formando crianças, jovens e adultos e mostrando que a vida vivida na arte é muito mais bonita de ser vivida.

– “Ainda criança, o maior sonho da minha vida era simplesmente conseguir viver da minha arte. E, ao ter a sorte de encontrar com a escola de teatro Nós do Morro, o meu sonho se tornou possível. Retornar ao grupo nesse momento como dramaturgo é um dos presentes mais especiais de toda minha trajetória” – diz Fabrício Santiago, dramaturgo de “Encontros 32 anos depois”.

– “O texto falava do cotidiano da favela, porque era importante que os moradores se reconhecessem e, através dessa experiência, vislumbrassem a vivência artística como algo próximo e tangível; atuando pela democratização do acesso à arte. Acreditávamos na possibilidade de aliar formação artística à responsabilidade social. Entendíamos o processo de criação artística como uma filosofia de vida, capaz de formar cidadãos atentos aos problemas do mundo e generosos com os outros. Então, remontar esse texto é uma forma de reafirmar que continuamos acreditando em tudo o que nos motivou desde o início. A nossa história nos mostra que o Grupo Nós do Morro é uma iniciativa que deu certo e, diante desses 32 anos, temos a certeza de que apenas começamos. Que venham os próximos 32” – salienta Guti Fraga.

O elenco tem ensaiado no espaço do Nós do Morro, no Vidigal, com aulas de voz, canto, improviso e uma extensa carga horária de preparação corporal que acontecem concomitantemente aos ensaios. Além da temporada no Vidigal, eles fazem apresentações durante o mês de junho em algumas arenas que incluem os bairros da Penha, Madureira e Pavuna. Lá, além da apresentação, eles fazem debate sobre arte e cultura encerrado com SLAN de poesia.

Encontros, 32 anos depois
Temporada de 31 de maio a 10 de junho
*Espetáculo no Vidigal no casarão do Nós do Morro
Endereço: Rua Doutor Olinto de Magalhães, 54, Vidigal
Dias: de quinta a domingo
Horário: às 20h.
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: Inteira R$10,00 e meia R$5,00
Telefone: 3874-9412

*Arena da Pavuna
14 de junho – Debate sobre arte e cultura encerrado com SLAN de poesia
Horário: 14h
Entrada franca
15 de junho – Apresentação do espetáculo
Horário: 19h30
Praça Ênio, S/N – Pavuna
Telefone: (21) 2886-3889
Valor do Ingresso: Inteira R$10,00 e meia R$5,00

*Arena da Dicró
22 de junho – Debate sobre arte e cultura encerrado com SLAN de poesia
Entrada franca
23 de junho –  Apresentação do espetáculo
Horário: 20h
R. Flora Lôbo, 184 – Penha Circular
Telefone: (21) 3486-7643
Valor do Ingresso: Inteira R$10,00 e meia R$5,00

*Arena Madureira
29 e 30 de junho – Apresentações do espetáculo
Horário: 20h
Telefone: (21) 3495-3078
Valor do Ingresso: Inteira R$10,00 e meia R$5,00
30 de junho – Debate sobre arte e cultura encerrado com SLAN de poesia
Entrada franca
Horário: 16h
R. Bernardino de Andrade, 200 – Madureira

 

Compartilhe este post com seus amigos

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp

EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

Contato:
[email protected]