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Nova plataforma do Instituto Fogo Cruzado mapeia crianças que foram baleadas no Rio de Janeiro

'Futuro Exterminado' lista nomes e localidades de crianças e jovens foram vítimas da letalidade policial no Rio de Janeiro
Futuro_Exterminado
(Imagem: Reprodução)

No cenário urbano do Grande Rio, a violência armada tem ceifado vidas preciosas, muitas das quais pertencentes a crianças e adolescentes. Em uma iniciativa ousada e impactante, a plataforma “Futuro Exterminado” foi lançada hoje pelo Fogo Cruzado, trazendo à luz informações detalhadas sobre as 601 jovens vítimas de tiroteios ocorridos desde julho de 2016. Esta plataforma não só serve como um testemunho sombrio da realidade, mas também como uma homenagem respeitosa às histórias que foram interrompidas prematuramente.

“Não são apenas números, são histórias”. Essa é a mensagem central do ‘Futuro Exterminado’, que busca dar um rosto e uma história a cada uma das vítimas. A plataforma, acessível através do endereço www.futuroexterminado.com.br, oferece um mapa interativo que documenta os locais dos incidentes e as informações individuais de cada jovem afetado por essa tragédia.

“A história do Rio de Janeiro é marcada por crianças e adolescentes mortos e feridos. A gente sabe que não são casos isolados. Ágatha Félix, Maria Eduarda, João Pedro, Kauã, Alice, Emilly e Rebecca. Todo mundo lembra de um destes nomes”, pontua Cecilia Olliveira, diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado. “Então, temos os dados que precisam ser levados em conta para o planejamento da segurança pública. Não podemos deixar essas histórias se perderem. Nosso esforço é também de memória, porque sem ela a sociedade não se mobiliza. Em nenhum lugar do mundo tantas crianças são baleadas sem que a sociedade se indigne. Aqui não pode ser diferente. As pessoas precisam se importar”.

O objetivo da plataforma é duplo: chamar a atenção para a dimensão humana por trás das estatísticas e fornecer uma plataforma em constante atualização que irá gradualmente compartilhar detalhes sobre o perfil e a foto de cada vítima. Ao fazê-lo, a iniciativa pretende humanizar esses jovens e sensibilizar a sociedade para a urgência de um diálogo efetivo sobre a violência armada e suas consequências.

Essa plataforma não apenas desempenha o papel crucial de manter viva a memória das vítimas, mas também confronta a sociedade com a responsabilidade coletiva de garantir que essas mortes não sejam em vão. Ao documentar a trajetória de cada vida perdida, a plataforma ‘Futuro Exterminado’ lança um desafio poderoso às autoridades, às comunidades e à população em geral: agir em conjunto para criar um ambiente mais seguro e propício ao desenvolvimento das próximas gerações.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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