Prefeitura do Rio de Janeiro é convidada a participar de comunidade internacional de cooperação sobre a pobreza

A Prefeitura do Rio de Janeiro foi convidada pelo Banco Mundial e a Secretaria de Desenvolvimento Social do México para participar, através do Rio+Social (www.riomaissocial.org), de uma nova rede de cooperação internacional sobre a pobreza. A Comunidade de Prática de Intercâmbio e Aprendizagem sobre Pobreza Urbana foi anunciada nesta quarta-feira, 26 de agosto, durante o Seminário Internacional sobre Pobreza Urbana, na cidade Monterey Nuevo León, no México. O evento é organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedesol) do México, Banco Mundial e tem o apoio da ONU-Habitat e de outras instituições internacionais.

“Sabemos que a Prefeitura do Rio e o Instituto Pereira Passos têm experiências interessantes para compartilhar, no que diz respeito ao enfrentamento da questão da pobreza urbana, pela atuação do Rio+Social. Consideramos que a experiência de trabalho nestas áreas muito relevante. Por isso o convite”, explica Maria Concepción Steta Gandara, especialista sênior de Política Social do Banco Mundial.

A Comunidade será uma forma de promover troca de experiências regionais sobre a pobreza urbana, através de parcerias, eventos e intercâmbios. Ela vai operar por dois anos como uma rede aberta sobre iniciativas para inclusão social.  O objetivo é estabelecer uma plataforma de informação com links para as páginas de internet das diferentes instituições envolvidas, o que permitirá o acesso a informações sobre políticas e programas públicos para redução de pobreza, segmentação e metodologias de monitoramento. A cada dois meses, haverá debates em uma plataforma virtual, dedicados a diferentes temas e implementados nos países participantes. Há previsão ainda de reuniões regionais nos países-membros.
O Rio+Social é uma iniciativa da Prefeitura para promover o desenvolvimento social, econômico e urbano das favelas pacificadas. O programa consolida todas as ações municipais nas áreas ocuparas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). É desenvolvido em parceria com a ONU-Habitat (o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) e coordenado pelo Instituto Pereira Passos (IPP).

Durante palestra no evento, o coordenador do Rio+Social, Pedro Veiga, destacou os projetos desenvolvidos por sua equipe e o trabalho integrado com todas as secretarias municipais em prol das áreas vulneráveis.

“Poder compartilhar nosso modelo de enfrentamento da pobreza urbana e ao mesmo tempo observar outras iniciativas é fundamental para amadurecermos o Rio+Social. Já demos grandes passos, mas ainda há muito o que fazer”, afirmou o Pedro.

O Rio+Social faz parte da plataforma de integração urbana do Plano Estratégico 2013-2016 da Prefeitura.  O trabalho do município nessas comunidades visa à ampliação e melhoria de serviços, implantação e aprimoramento da infraestrutura e avanços sociais que beneficiam diretamente uma população de mais de 711 mil moradores. Entre 2009 e abril de 2015 foram investidos R$ 2,2 bilhões pela Prefeitura em áreas pacificadas. Pelo planejamento, mais recursos ainda serão investidos até 2016 para construção de escolas e Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs), Clínicas da Família e em obras de urbanização e infraestrutura.

A Metodologia do Programa Rio+Social é baseada em três eixos de atuação: a presença física nos territórios, a produção e análise de informações desses territórios, e a integração de ações para o desenvolvimento socioeconômico.  As equipes técnicas do Instituto Pereira Passos fazem um trabalho de reconhecimento e mapeamento da região, identificando as principais características e necessidades das comunidades.

Entre os destaques do programa estão parcerias com ONGs e instituições públicas e privadas e ações relacionadas ao levantamento de informações dos mais variados tipos nas 208 comunidades atendidas pelo programa. Em atuação conjunta com a Diretoria de Informações da Cidade do IPP, as equipes do Rio+Social concluíram, recentemente, um levantamento de localização de logradouros que aumentou de 90km para quase 423 km a extensão de vias identificadas dentro destas comunidades.

“Os grandes centros da América Latina enfrentam desafios muitos similares aos nossos. Neste evento está sendo possível observar que estamos no caminho certo e na vanguarda da inovação social”, completou Pedro Veiga.unnamed

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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