Sonhos incompletos

Crianças do balé  do projeto "Na Ponta dos Pés” - Foto: Betinho Casas Novas

Tuany Nascimento, de 20 anos criou em 2012 o projeto intitulado “Na Ponta dos Pés”, quando resolveu dar aulas de Ballet em sua comunidade, Morro do Adeus – Complexo do Alemão.

Publicamos em outubro de 2013, a história de tuany e as dificuldades que encontrava para continuar com o projeto que acontecia em uma sala na associação de moradores do morro do adeus, esta publicação chamou atenção de outros veículos de comunicação e proporcionaram um encontro, com a ilustre Ana Botafogo, primeira bailarina do Teatro municipal do Rio de Janeiro. Com a grande repercução do caso, a bailarina se sensibilizou com a história das meninas que não tinham os materiais necessários para a prática do ballet, e junto com outros parceiros como o Ceasa acabou por fazer doações ao projeto. Doações de Sapatilhas , roupas e 6 mil reais para ajudar a organização do projeto. Entre as autoridades presentes no local estavam o presidente do Ceasa Leonardo Brandão, e o Coronel da Polícia Militar e comandante das UPPs Frederico Caldas.

Entretanto, passados quase um ano do ocorrido, a doação do 6 mil reais simplesmente sumiu sem explicação ou precedente, nossa equipe entrou em contato com Tuany para que ela explicasse melhor a situação, ela disse: “Então, a verba que entrou na conta da Associação dos Moradores do Adeus, que é o local onde acontecem as aulas simplesmente desapareceu”.

O que faz toda a história ficar mais estranha é que algumas instalações da associação foram reformadas após o recebimento do dinheiro, porém a Presidente da associação Danusia afirmou que as reformas foram feitas com dinheiro de associados.

Então esse caso permanece sem resposta e pior, com o sofrimento de Tuany e das garotas do ballet que não puderam ter a estrutura melhorada e reformada como o prometido. Ainda complementando a história Tuany disse: “Ela (a presidente da associação Danusia) agora veio com a desculpa que a conta da Associação foi bloqueada, e nós continuamos sem as melhorias”.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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