Um atentado a diferença

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No meu primeiro artigo na coluna sobre sexualidade, falei sobre as diferenças entre gênero e sexualidade, hoje, infelizmente no meu segundo artigo falo de homofobia.

Ontem (12/06), uma boate gay em Orlando sofreu um atentado deixando 50 pessoas mortas e 53 feridos. Eu não poderia deixar isso passar sem me manifestar.

Todos nós temos diferenças, seja pela cor da pele, a forma de se vestir, o jeito de se expressar ou não se expressar, o tipo de cabelo ou o lugar onde nascemos, tudo isso e muito mais faz com que sejamos únicos. Ninguém nesse mundo é igual a você. O fato de sermos diferentes contribui para a construção de uma sociedade melhor, faz com que tenhamos perspectivas diferentes da vida, que repensemos sobre nós mesmos quando conhecemos o outro. Retrocedemos quando não enxergamos as diferenças como uma potência e queremos anular isso do outro.

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A homofobia é a aversão a homossexuais, compreende qualquer ato ou manifestação de ódio ou rejeição a homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. A lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/2006) circula pelo Senado e se aprovada, irá alterar a Lei 7.716/1989 que tipifica “os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. O projeto quer incluir entre esses crimes a discriminação por gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Antes de sermos negros, nordestinos, gays, idosos, deficientes, mulheres, religiosos, indígenas, antes de sermos nós mesmos, somos pessoas. E todos e todas devemos ser respeitados e temos muito a contribuir com esse mundo.

O Brasil é liderança no ranking dos países que mais matam homossexuais, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB) – mais antiga entidade de gênero do Brasil – indica que 318 gays foram mortos em 2015 em todo o País. Desse total de vítimas, o GGB diz que 52% são gays, 37% travestis, 16% lésbicas e 10% bissexuais.

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Ontem era para ser um dia de festa em Madureira com a 16° Parada do Orgulho Gay, mas precisou ser silenciada por um minuto em memória das vítimas. É um momento de luto e de reflexão, em que tipo de mundo queremos viver?

Autor:

Monique_Moreira_colunistafixo

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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