Um político do PT que não é preso por corrupção

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Neste ano o ex-senador de São Paulo, Eduardo Suplicy, foi destaque em muitos canais de comunicação por duas cenas distintas. No começo do ano protagonizou uma cena divertida no metro paulista, foi atacado e agarrado por uma de suas fãs que insistiu em beija-lo na boca até que ambos acabaram caindo juntos. E a última foi em uma integração de posse na periferia de São Paulo, quando ele foi defender os moradores lá instalados, acabou sendo detido e levado à delegacia.

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Já foi deputado estadual, federal, 24 anos como senador e hoje é candidato a vereador. Difícil entender essa descida para a esfera municipal de um político que é respeitado e obtêm um prestígio gigantesco pela população. Eduardo Suplicy formalizou neste mês sua candidatura para disputar a eleição proporcional na capital de São Paulo.

Formado em Economia nos Estados Unidos e professor titular da Fundação Getúlio Vargas, Suplicy é um fiel escudeiro do PT. Filiado desde 1982 quando o partido foi criado, nem mesmo esses últimos anos terríveis para o partido, onde foram encontrados diversos escândalos de corrupção, acabaram com a imagem de um político do bem e com identificação de todas as classes da sociedade.

Podemos observar que se hoje o ex-senador esta disputando uma eleição ­­­­­­­municipal se deve muito ao partido que se encontra. O PT fechou todas as portas possíveis para ele, abrindo apenas para aqueles que eles que pactuariam com os grandes esquemas já descobertos. Mesmo tendo perdido as ultimas eleições em São Paulo, Suplicy é encontrado nos lugares mais simples da cidade, parando constantemente para as famosas selfies.

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Já foi atleta, fama de namoradeiro, cantor, usuário do transporte público, vai para o bar. Talvez isso que torna o político próximo dos seus eleitores, ainda mais nessa época onde os políticos quando eleitos lutam apenas pelos próprios interesses, esquecendo a camada da sociedade que o elegeu.

Esse fenômeno Suplicy é difícil explicar, mas fácil de entender, já que vivemos em um país onde os políticos estão muito longe dos interesses da população, trazendo uma descrença para a política em geral. E nós eleitores só queremos que esse jeito Suplicy se espalhe por nossos políticos.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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