‘Tive medo de morrer’, diz entregador que ficou sob mira de fuzil de PM em protesto contra racismo em ações policiais

Jorge Hudson Alves da Silva, de 27, tira seu sustento trabalhando como entregador de aplicativos. O que ganha é usado para ajudar a criar a filha, de 4 anos, e

Jorge Hudson Alves da Silva, de 27, tira seu sustento trabalhando como entregador de aplicativos. O que ganha é usado para ajudar a criar a filha, de 4 anos, e custear as despesas de parte do aluguel da casa onde mora, em uma comunidade do Rio. Há um mês, sua situação piorou. A bicicleta usada nas entregas, que fora emprestada por um tio, foi levada por alguém que estourou um cadeado em frente à 9ª DP (Catete). Ele passou a fazer entregas a pé, e, com menos pedidos, viu sua renda despencar de R$ 50 para R$ 20 por dia. E foi justamente após uma entrega que Jorge teve um fuzil apontado para sua cabeça por um policial militar, durante o protesto “Vidas Negras Importam”, no último domingo, em frente ao Palácio Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.