Que favela você quer?

“Quais são os meios de comunicação que você tem acesso? Você acredita em tudo que eles dizem?”, foi o questionamento feito pelo jovem Raull Santiago, morador do Complexo do Alemão, em debate no Youth Blast. Raull levantou essas questões quando falava sobre segurança pública e seu papel em segregar ou unir as cidades.
Raull é integrante do grupo CIDADE UNIDA, que apresentou essa semana na Youth Blast internacional – Conferência Jovem para o Rio+20. O movimento composto por moradores do Complexo do Alemão, Vidigal, Rocinha, Santa Marta, Cidade de Deus, Leme, São Paulo e estrangeiros residentes no Rio de Janeiro, organizou uma tarde de debates  em torno da importância de integrarmos a cidade, nesse caso a cidade do Rio de Janeiro.
Durante o forúm foram levantadas questões sobre segurança pública, a entrada da UPPs nas favelas, previlegiando apenas algumas áreas nobres da cidade, questões de moradia, direito a terra e os serviços do estado que são partidos, previlegiando uns em detrimento de outros.
Logo depois, os participantes do debate foram divididos em grupos entre 6 a 8 pessoas e debateram sobre os problemas, que impedem a criação do acordo climático entre os países.  Além da delimitação do problema foram apresentados propostas por cada um dos grupos, que foram a frente defender seus ponto de vista. Na sala haviam muitos brasileiros misturados aos estrageiros.
Nesse cenário internacional, que se forma no Rio de Janeiro com a Rio+20 é importante levantar o debate sobre a contribuição das favelas do Rio e do mundo inteiro para o clima e meio ambiente do planeta.
A questão do crescimento urbano desordenado é um problema, mas precisa ser encarado de frente com soluções, que procurem integrar e não políticas públicas de remoção e segregação. No contexto favela é preciso pensar em saneamento básico junto com educação ambiental,  coleta de lixo: diário e seletivo e reestruturação das políticas de moradia e do direito a terra.
E diante desse contexto, a Conferência Jovem – Youth Blast, pretende provocar os jovens a perceber os problemas cotidianos e mundiais que atingem o mundo inteiro e mais que isso procurar soluções e propor mudanças!

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