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Vacinação em massa na Maré reduziu em 46% mortalidade por covid, diz estudo

Vacinação na Maré aconteceu em outubro de 2020 e alcançou aproximadamente 36.000 pessoas
Vacinação na Maré aconteceu em outubro de 2021. (Selma Souza / Voz das Comunidades)
Vacinação na Maré aconteceu em outubro de 2021. (Selma Souza / Voz das Comunidades)

Segundo informações da Rádio Nacional, um artigo publicado pela revista científica norte americana BMJ Global Health revelou que devido à vacinação em massa no Complexo da Maré, a mortalidade por covid-19 foi reduzida em 46% na comunidade.

A vacinação em massa foi uma ação realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a organização não governamental (ONG) Redes da Maré e a prefeitura do Rio. O coordenador do eixo Direito à Saúde da Redes, Everton Pereira, conta que a vacina alcançou mais de 36.000 moradores da Maré. “Em novembro e dezembro de 2021 e janeiro de 2022 na Maré não tivemos nenhum óbito”. Nesse período, a variante Ômicron preocupava os especialistas em saúde.

Relembre a ação: Mais de 33 mil moradores foram vacinados em vacinação em massa no Complexo da Maré

Everton relembra as ações que colaboraram na pandemia como o ‘Fica em Casa’ e considera que os resultados se resumiram a uma única localidade. Além disso, o coordenador explica que são feitas pesquisas de monitoramento, como um acompanhamento com mil moradores que tiveram covid e ficaram com sequelas para entender quais as consequências da doença.

Questionado se ainda considera há baixa procura de vacinas na favela, Everton responde que essa é uma questão que não se resume só a Maré e finaliza atrelando à outra problemática. “As fake news na vacinação infantil ainda são um problema, as pessoas se vacinam mas não querem vacinar as crianças”.

As pesquisas sobre a vacinação na Maré podem ser acompanhadas neste site.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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