Mais um ministro do STF vota a favor da proibição de operações policiais em favelas do Rio durante a pandemia

Ricardo Lewandowski é o terceiro a votar para manter proibição. Marco Aurélio Mello também acompanhou o voto do relator, Edson Fachin.
Foto: Renato Moura
Foto: Renato Moura

Na noite dessa quarta-feira (01), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski também votou para manter a proibição de operações policiais nas comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia do coronavírus. Foi o terceiro voto no STF favorável à suspensão das operações policiais nas favelas cariocas.

Lewandowski (a esquerda), assim como o ministro Marco Aurélio Mello (no meio), acompanhou o relator Edson Fachin (a direita), o qual, em 26 de junho, já havia determinado, sob pena de responsabilização civil e criminal, que não fossem realizadas ações policiais em comunidades do Rio enquanto durar a pandemia, salvo em hipóteses absolutamente excepcionais, as quais devem ser justificadas por escrito pela autoridade competente. 

No dia 5 de junho, Fachin proibiu operações policiais nas comunidades por meio de decisão liminar atendendo à ação do PSB e de organizações da sociedade civil. Em razão do recesso judiciário, que começou nesta semana, a sessão virtual foi prorrogada para o dia 4 de agosto.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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