O povo estava no ponto de ônibus assistindo o protesto contra o aumento da passagem

(Foto: Renato Moura/Jornal Voz da comunidade)

Ontem, dia 8 de janeiro aconteceu o primeiro protesto do ano no centro de Belo Horizonte, podemos dizer o primeiro do estado de Minas Gerais. No dia 30 de dezembro, a prefeitura de Belo Horizonte anunciou o aumento da passagem, de R$3,40 para R$3,70. O terceiro aumento em menos de 12 meses.

Por volta das 18h algumas pessoas já se concentravam na Praça Sete de Setembro, e cada vez ia chegando mais pessoas, até que se reuniu cerca de 200 pessoas e às 19h começavam a andar pelas as ruas do centro, chegando a dá um nó no trânsito.

Durante a caminhada, percebi que muitos pontos de ônibus estavam lotados de pessoas, aguardando o ônibus pra voltar pra casa depois de mais uma sexta trabalhando. Fui observando cada pessoa que estava no ponto e muitos perguntando um para o outro, “O que está acontecendo?!”, “Protesto sobre o que?” e até algumas pessoas revoltadas por que estava fechando a rua e com isso o ônibus não poderia passar pela avenida.

Estudantes e trabalhadores aguardando a Avenida ser liberada para pegar o ônibus - (Foto: Renato Moura/Jornal Voz da comunidade)
Estudantes e trabalhadores aguardando a Avenida ser liberada para pegar o ônibus – (Foto: Renato Moura/Jornal Voz da comunidade)

A pergunta que eu faço é: Será que o povo realmente está protestando contra o aumento da passagem de ônibus?

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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