Rio Ópera Funk inova e traz Romeu e Julieta para dentro da favela do Fumacê

Foto: KIPULA/Divulgação

O amor está no Fumacê!

Os descolados estão de volta e, dessa vez, acompanhados por um elenco recheado de talentos. O trio Felipe Salsa, 26, Anderson Kipula, 24 e Fernando Espanhol, 24, querem ganhar as telas. O grupo – que já produziu um curta chamado “Na manha”, que retrata imagens e relatos da carreira e rotina de trabalho, até a chegada na França – está rodando o musical Rio Ópera Funk, uma história de amor que transcorre no Fumacê, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

“Depois da turnê francesa, conseguimos trazer pessoas de fora, inclusive jornalistas, para oferecer a eles outra visão da comunidade, em vez dos pontos negativos que costumam aparecer nas mídias em geral. Então conseguimos ser pauta em jornais importantes, até mesmo capas de revistas. Isso ajudou a mostrar que o Fumacê também é cultura”, conta Salsa, entusiasmado.

O musical é dirigido pelo diretor de teatro Sérgio Telles e reúne cerca de 40 pessoas para contar um romance que usa a comunidade como cenário a partir da visão dos próprios moradores.

“Quando se trata de histórias de amor, elas são basicamente as mesmas. Porém essa história é contada em outro local e de outra forma. Todas as músicas são feitas pelo Fernando Espanhol, e as coreografias são do Salsa e do Kipula”.

Através de oficinas feitas pelo diretor teatral, foi possível captar os diversos atores, específicos para cada personagem. O musical – que, em breve, se tornará um curta – é protagonizado pelo Espanhol e pela atriz e dançarina Jéssica de Azeredo, 21, que é de Manguinhos. Ela comenta: “O projeto está incrível, estamos todos muito entusiasmados, com vontade de fazer, de executar nosso trabalho da melhor maneira”.

Com o fim do Caminho Melhor Jovem, os desafios de concretizar um projeto da dimensão do Rio Ópera Funk ficaram ainda maiores.

“Sentimos falta do Estado, eu trabalhei no CMJ em Manguinhos como diretor, e vi aquilo por dentro e, o potencial daquele projeto. O planejamento era muito interessante, os espaços físicos eram excelentes. Ninguém sabe como tudo aquilo acabou”, desabafa Sérgio.

A projeção é de que o curta possa ser inserido em festivais, alcançando crítica e público, para que futuramente possa se tornar um longa ou até uma série. Sobre isso, Fernando Espanhol é categórico: “Acreditamos que esse filme trará visibilidade para o Fumacê, estamos gravando aqui, com as pessoas daqui e também pessoas de fora”. Espanhol foi um dos dez jovens brasileiros convidado por uma organização britânica chamada People’s Palace Projects, para participar de uma semana de palestras e seminários sobre Economia Criativa. “Eu fico feliz porque será mais um lugar em que o nome do Fumacê será levado, finaliza.

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