O Barato Sai Caro! – #Opinião

A Universidade Pública é a galinha dos ovos de ouro do Governo. A prioridade que o governo tem em investir nela é tamanha que as demais instâncias da educação como o ensino médio, fundamental e primário são prejudicados… E eu lhe pergunto caro leitor, existe algo mais importante do que uma educação básica de qualidade? Não, não direi os clichês que ouvimos sempre acerca do fato de grande parte dos universitários não saberem escrever ou ler corretamente. Dados da Education at a Glance, do Ministério da Educação (MEC) e outras instituições apontam que o gasto do governo por aluno do ensino superior supera em cerca de três ou quatro vezes os gastos do governo por aluno do ensino médio, fundamental e primário.

É necessário entender o rumo ideológico de nosso governo para compreender o seu gasto em educação e, em um governo tão aparelhado por coligações partidárias, tramoias e corrupção, não me parece coincidência que a maior parcela do dinheiro público investido em educação é destinada ao mais politizado setor da educação, as universidades públicas, instituições altamente atreladas à partidos, onde os alunos já possuem maturidade e discernimento para auxiliarem em atividades políticas de interesse partidário… Apenas algo a se questionar. Contudo, o Brasil não gasta pouco com o setor de educação, apesar da precariedade deste. Gastamos em média 5,2% de nosso Produto Interno Bruto, isto é, aproximadamente 16,1% do gasto público se direciona à educação, afinal, esta é matéria de atenção da União, Estados, Distrito Federal e Municípios concorrentemente, vide artigo 24 da Constituição Federal/1988.

Segundo dados recentes, o Brasil está entre os países que mais destinam recursos públicos para a educação, será então que a precariedade de nossa educação esta relacionada com a insuficiência de recursos ou com a maneira que estes recursos são empregados? Será que nossos gestores estão gerindo bem este dinheiro, ou melhor, o seu dinheiro? Escolas sem carteiras, universidades sem laboratórios, professores sem receber, creches sem merenda, estamos cansados de ver estas manchetes nos jornais.

Roberto Ellery, mestre em Economia pela University of Pennsylvania, chega a defender a tese de que os gastos privados foram responsáveis pelo sucesso de países que se encontravam na zona do subdesenvolvimento, como a Coréia do Sul na década de setenta, e que hoje se tornaram referência em educação. Digo isto, pois o Brasil se encontra à frente de inúmeros países que possuem uma educação melhor que a nossa no ranking de gasto público destinado à educação, e por coincidência, estes países que gastam menos com educação, mas possuem uma educação de alto nível, são países cujo regime de governo permite um estado menor, impostos menores ou proporcionais aos do Brasil, todavia, com maior abertura à iniciativa privada.

Não existe educação gratuita, eis que o imposto comprova isto, inclusive, a questão da inclusão na educação poderia não necessariamente ser ocasionada por uma educação indiretamente gratuita, mas por uma economia mensal maior do cidadão caso os impostos fossem menores… Você quer um exemplo? Aproximadamente 40% do que você paga em alimentação e remédios é imposto, a mesma porcentagem se resume a eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos, segundo pesquisa suscitada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP. Além disto, segundo um levantamento do renomado site de jornalismo G1, você trabalha em média 151 dias do ano para pagar impostos e, eu lhe pergunto: No que será que estes impostos estão sendo empregados? Se você gasta aproximadamente 500 reais com alimentação na sua casa mensalmente, será que um bolsa família é realmente relevante frente ao que você economizaria caso 40 por cento do valor que você gastou em alimento não fosse cobrado a mais para pagar impostos?

Por que estou abordando sobre este tema ao tratar da educação brasileira? Lembram-se que eu trouxe à tona a opinião de um economista que apontava a rede privada como uma alternativa para o sucesso na educação? Pois bem, não precisa se assustar meu amigo(a), estes países que estão à nossa frente em educação possuem menos impostos do que nós, o que significa que sobra mais dinheiro no mês para colaborar com a educação dos filhos… Além do mais, menos impostos não significa menos escolas públicas, pois como já é mais do que sabido, o problema da educação no Brasil não está relacionado com a quantidade de recursos públicos destinados à esta, mas sim com o modelo de gestão falho que os administra. Somos um dos países onde mais se paga imposto no mundo, no entanto, nossos serviços são de má qualidade.

Defendo uma educação gratuita, defendo uma saúde gratuita, defendo impostos, pois sou favorável a um Estado de bem estar social, mas defendo que impostos não paguem, por exemplo, exposições artísticas, Rock in Rio, Carnaval, filmes de youtubers, shows para cantores já consagrados pelo público e tantas outras coisas que poderiam ser geridas pela iniciativa privada, deixando sobrar mais recurso público para o que de fato interessa, saúde, educação, segurança, transporte, energia e alimentação.

Enquanto nossa cultura for estatal, primar por um estado grande, primar pela quantidade de impostos ao invés da qualidade de empregabilidade do recurso público, primar pelo assistencialismo às avessas, primar por políticos que se interessam pela desinformação da população, primar por ideais sempre sociais sem se lembrar dos ideais econômicos essenciais também para o progresso do indivíduo, seremos sempre um país do futuro a dizer isto sempre no presente, mas nunca um país onde o brasileiro terá dignidade, serviço de qualidade e mais dinheiro no fim do mês para investir em uma boa educação para o seu filho. Pois, de que adianta, meu amigo, seu filho em uma escola “gratuita”, se nessa escola ela não é alfabetizado?

Esta coluna é de responsabilidade de seus autores e nenhuma opinião se refere à deste jornal.

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