Postes caindo ameaçam a vida dos moradores do complexo de favelas Pavão-Pavãozinho-Cantagalo

Foto: Christian Rodrigues/Voz Das Comunidades

Escuridão e perigo: até quando?

As centenas de postes de luz em situação precária do complexo de favelas Pavão-Pavãozinho-Cantagalo (PPG), na zona sul do Rio de Janeiro, está colocando em risco a vida dos moradores.  A grande maioria do postes é de madeira. Dezenas deles estão caindo e em datas festivas como Natal e Ano Novo, quando o consumo de energia elétrica é maior, a população chega a ficar sem luz.

Segundo Abraão Siqueira, morador do local há 51 anos, os postes eram de uma espécie de “aço fino” até a gestão do ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, quando foram trocados pelas atuais estruturas de madeira. De lá para cá, alguns receberam remendo feito pelos próprios moradores para não cair, mas em algumas situações a iniciativa não foi capaz de resolver o problema.

Foto: Christian Rodrigues/Voz Das Comunidades

Foto: Christian Rodrigues/Voz Das Comunidades

No caso de Leila Helena, de 55 anos, moradora do Cantagalo desde que nasceu, o problema ameaça sua vida e a de seus netos. Um poste caído, encostado na sua casa, provoca curtos-circuitos nos eletrodomésticos. “Com o poste caindo, as fiações estão encostadas na minha casa, na minha parede. Eu não posso ligar minha máquina de lavar, que não tem nem um ano, meu liquidificador, que dá choque. A gente fica ainda mais preocupada porque temos criança pequena em casa. Isso já dura três anos, está me prejudicando muito”.

A presidente da Associação de Moradores do Cantagalo, Deize Carvalho, afirma ter procurado por telefone a Light e a Rioluz, empresas respectivamente privada e pública, responsáveis pela energia elétrica, mas nenhuma das duas deu prazo para resolver a situação: “Só mandaram aguardar”. O contato já foi realizado há três meses.

O PPG foi pacificado em dezembro de 2009, quando a comunidade passou a ser atendida pela 5ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). No entanto, segundo os moradores, diferente do que ocorreu em outras favelas, não houve nenhum mutirão para resolver problemas crônicos como o caso dos postes que estão à mercê do destino, figura de uma tragédia anunciada.

Procurada, a assessoria de imprensa da Rioluz afirmou que os postes não são de responsabilidade da empresa, e orientou que a reclamação fosse encaminhada para a Light, para solucionar o problema.

A Light, via assessoria de imprensa, afirmou que iria mandar uma equipe para checar o caso da Dona Leila, mas pediu para esclarecer que a empresa também não responde por todos os postes e que precisa avaliar caso a caso.

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