Projeto de lei, batizado de Kathlen Romeu, pretende proibir ‘tocaia policial’ em favelas do Rio

Segundo familiares, o projétil de arma de fogo, que matou a jovem, partiu da ação violenta dos policiais militares que efetuaram disparos assim que entraram na comunidade

Foto: Reprodução / Instagram

Nesta quarta-feira (11) foi protocolado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) um projeto de lei batizado com o nome de Kathlen Romeu, jovem grávida que foi morta com um tiro de fuzil no tórax, na comunidade do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio. O objetivo da proposta é proibir no estado a manobra militar conhecida como ‘tróia’.

Este modelo de operação militar, que pode ser proibido caso a proposta venha a ser aceita pelos deputados do Rio, acontece quando os agentes do estado ficam escondidos nas casas de moradores para atacar os suspeitos de surpresa. Porém, a prática de ‘tocaia’ não é admitida pela Polícia Militar.

O projeto é de autoria da deputada Renata Souza (PSOL), integrante da comissão de Direitos Humanos da Alerj.

Sobre o caso

A jovem Ketlhen Romeu foi morta no dia 08 de junho, na Vila Cabuçu, localizada no Lins de Vasconcelos. A designer de interiores tinha 24 anos e estava grávida de 14 semanas. Ela havia se mudado da localidade no fim de abril, por medo da violência. A PMERJ negou que estivesse realizando uma operação na comunidade e alegou que agentes foram atacados. Entretanto, a família da jovem contestou essa versão, dizendo que não houve confronto e que os disparos partiram da polícia. 

Atualmente a Delegacia de Homicídios aguarda o laudo da reprodução simulada e busca identificar novas testemunhas do momento em que a jovem foi atingida.

No mês e junho, doze policiais militares que participaram da ação no Lins foram afastados segundo a PM. Ao todo, 21 armas de policiais foram apreendidas. Contudo, dois meses após o episódio, ainda não se tem resposta para quem matou Kathlen.