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300 jovens farão pesquisas com os moradores das favelas do Rio de Janeiro

Ação faz parte de uma atividade do Pacto pela Juventude, projeto de formação de líderes e é fruto de parceria da Prefeitura do Rio com a Unesco
Pacto pela Juventude - Foto Laryssa Lomenha JUVRio
Pacto pela Juventude - Foto Laryssa Lomenha JUVRio

A Secretaria Especial da Juventude Carioca (JUVRio) deu início, no último sábado (01/07), a um novo ciclo da segunda turma do Pacto pela Juventude, projeto implementado pela pasta em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Os jovens do Pacto pela Juventude são orientados e incentivados a multiplicar conhecimentos e soluções para problemas históricos da sua própria vizinhança nas temáticas Cultura, Esporte, Sustentabilidade e Tecnologia. No total, 800 jovens já foram beneficiados pelo PPJ, sendo 500 formados em maio deste ano e 300 em curso. 

Os jovens de 15 a 29 anos da nova turma, iniciada em fevereiro deste ano, concluíram a primeira etapa do projeto. Nela, foram realizadas oficinas formativas, pesquisas entre os participantes e ações de multiplicação de conhecimentos. O novo ciclo será uma etapa de conhecer de perto como é a realidade das favelas onde moram esses jovens. Lucca Benazzi, coordenador do Pacto pela Juventude, destacou a importância da pesquisa. 

Pacto pela Juventude – Foto Laryssa Lomenha JUVRio

“Esse é um momento importante para a criação de qualquer projeto. Agora iniciamos as pesquisas territoriais para buscar verificar dados socioeconômicos de cada território em relação ao acesso da população às trilhas formativas e entender como é o acesso do território a esses direitos. Assim, os jovens ficarão aproximadamente um mês fazendo pesquisa e, com ela pronta, olharão os gráficos para criar o projeto final”, disse o coordenador.

No evento de formação para a pesquisa territorial, os 300 jovens do projeto foram sensibilizados sobre as etapas básicas para a coleta de dados. Estiveram presentes jovens de 18 núcleos do Pacto pela Juventude, localizados em comunidades como Alemão, Cidade de Deus, São Carlos, Rocinha, César Maia (Vargem Pequena), Santa Cruz e Guaratiba. Heloísa da Silva Coelho, de 24 anos, faz parte do núcleo de Rio das Pedras. Ela acredita que sua comunidade precisa de um olhar mais sensível sobre os problemas reais que vive.

“Onde eu moro não temos nada voltado para a juventude e as pessoas acabam se direcionando para outras atividades que não dão uma perspectiva de futuro. Entrar no Pacto é causar uma diferença. Eu pretendo criar um projeto que faça com que os jovens percebam que tem uma alternativa de futuro. E estando dentro dessa realidade, utilizando a pesquisa e a metodologia científica, eu acredito que vou poder ver quais são os reais problemas da minha comunidade para, assim, poder transformar”, disse a jovem estudante de psicologia.

Já Rebeca, de 18 anos, mora no Complexo do Alemão. Ela tem a expectativa de que o Pacto pela Juventude dê um direcionamento para o projeto que ela sonha em implementar, de comunicação local. 

“Eu já conhecia a JUVRio e os projetos da secretaria. O que me fez vir para o PPJ é buscar mudar a realidade onde eu moro. Quando eu vi o Pacto querendo impulsionar a liderança dentro da favela eu não consegui me ver fora dele. Aqui eu fui chamada para mudar a minha realidade. Eu sentia que faltava uma iniciativa como essa. Através da minha trilha, a de tecnologia, vamos criar o projeto Tá Ligado CPX, que é um projeto da favela para a favela. Além de promover os eventos do núcleo, vamos espalhar os que estão sendo feitos por outras lideranças e moradores da favela”, explicou a jovem do PPJ.

Pacto pela Juventude – Foto Laryssa Lomenha JUVRio

Desde julho de 2022, quando foi lançado, o PPJ já realizou 200 ações de multiplicação, resultando em mais de 10 mil jovens que se tornaram multiplicadores em toda a cidade, levando conhecimentos e práticas sustentáveis alinhadas com a Agenda 2030 da ONU para a juventude e seus pontos de contato, como família, vizinhos e amigos.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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