Moradores do Alemão ainda sofrem com falta d’água

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Não é novidade que o Complexo do Alemão possui problemas constantes na sua rede de abastecimento de água. Em diversas regiões, moradores enfrentam com muita dificuldade essa adversidade e a preocupação aumenta devido a pandemia do coronavírus.

Em contato pelo WhatsApp do Voz das Comunidades, moradores do Morro das Palmeiras relataram os impactos da ausência de água no cotidiano. A dona de casa Cristina Rodrigues de 28 anos, mãe de 4 filhos mora na Rua Augusto Borborema e nos contou como está sendo enfrentar isso a situação.

Fabiano conta que não tem água para fazer comida. Foto enviada por morador

“Estamos a dias sem uma gota d’água e ninguém fala nada sobre o que está acontecendo. Tenho 4 filhos, só meu esposo trabalha. Caiu água na sexta-feira passada, mas não deu tempo de encher a caixa, desligaram antes disso e acabei ficando com meia caixa cheia só. A minha vizinha tem uma cisterna pequena e me deu água esses dias, mas agora ela também está sem. Terça-feira tive que comprar água pra fazer comida e tomar banho.”

O barbeiro Fabiano Abreu de 35 anos, também morador da Rua Augusto Borborema, relatou que ele também sobre com a falta d’água. “Estamos nos virando tomando banho e enchendo garrafas d’água para beber na casa do meu amigo que mora na Fazendinha,lá cai água sempre. Fui lá na associação dos moradores, mas eles relatam que a bomba está queimada, é sempre essa mesma conversa. Sempre é bomba queimada! Eles dizem que a bomba está queimada mas mesmo quando ela é consertada, fica difícil de cair água, porque eles abrem a água controladamente.”

A CEDAE informou que o reparo da tubulação está em andamento desde a tarde de ontem, e que o abastecimento vai normalizar em breve. A Associação de Moradores das Palmeiras afirmou que os reparos seguem em andamento e que todos devem aguardar os manobreiros, que fazem a distribuição da água nas regiões. Algumas casas já estão sendo reabastecidas.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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