Moradores do Complexo do Alemão sofrem com a falta de guarda-corpos na Rua do Rio

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Falta de manutenção na região deixa moradores inseguros

Os moradores do Complexo do Alemão vivem uma situação de abandono e insegurança na altura da Rua Carmem Cinira, em Inhaúma, na região que é conhecida com a “Rua do Rio”, não há nenhum guarda-corpo ao redor do rio que passa na localidade e isso faz com que os moradores tenham medo de acidentes na região.

“Moro aqui há 16 anos e desde então é assim, não tem local apropriado para passar, não tem um apoio, passar por aqui gera medo. Estamos abandonados, os carros passam e nós não temos por onde passar. Nenhum órgão público vem por aqui ver o que acontece e a gente fica sempre com medo”, contou Iracema Silva, moradora da região.

Moradora da região há 16 anos, Iracema contou que sofre com o abandono na região



Mesmo com medo de passar pela região, os moradores contam que o único jeito de passar por ali é andar pelo meio da rua. Segundo Sergio Oliveira, não é raro ver alguém cair dentro do rio. “Em dias de chuva a situação que já é ruim, piora. Somos obrigados a passar pelo meio da rua, porque ali além de não ter aonde passar não tem nenhuma proteção, vira e mexe alguém acaba caindo ali dentro, sem contar os ferros expostos que podem machucar alguém. Aqui estamos vivendo no abandono”, contou.



A situação é tão alarmante que até quem não mora na região cobra por melhorias. É o caso da aposentada Maria de Lourdes que falou da importância da Prefeitura se fazer presente na região e dar mais atenção as necessidades locais. “Não sou moradora da região, mas tenho amigos, parentes e vejo o abandono que acontece por aqui, os carros passam por aqui e temos que ficar na rua disputando espaço com eles. Quando chove, enche muito e fica ainda mais perigoso. Espero que algo seja feito”, ressaltou ela.

O local está totalmente abandono e com ferros expostos

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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