OPINIÃO: O que está por trás das novas regras do fies?

COLUNA DE OPINIÃO:

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa destinado a financiar cursos superiores não gratuitos no Brasil. Desde sua criação, ele proporciona muitas pessoas o acesso à graduação e passou por alguns reajustes, questionáveis, das regras, sancionada pelo presidente Michel Temer, em 2017.

Segundo uma matéria divulgada no Esquerda Diário, 70% das universidades privadas do Rio Grande do Sul não aderem mais ao FIES neste ano, afastando, assim, milhares de estudantes que sonham em cursar o ensino superior. Essa decisão foi tomada após essas novas regras que, não são viáveis, como antes, para algumas instituições de ensino.

Um jovem, quando escolhe seguir uma profissão e começa a se dedicar aos estudos e durante seu convívio com mestres e doutores, abre sua mente em relação a sua própria vida, mas também em relação á situação de seu país e do mundo. Dentro de uma universidade o pensamento critico é desenvolvido e, consequentemente, as pessoas se tornam mais argumentadoras, ou seja, não são manipuladas facilmente.

Através do estudo, milhares de pessoas conseguem sair de uma situação, ás vezes, hostil e ter melhores condições de vida. Porém, para isso acontecer, é preciso oferecer possibilidades para que os estudantes desenvolvam sua vocação e, assim, ele estará contribuindo para o crescimento do próprio país.

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) está aconselhando ás instituições a não aprovarem ao Fies porque, segundo o que disse o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, ao Valor Econômico, com as novas regras as instituições correm o risco de terem “inviabilizada sua gestão, bem como fragilizadas as condições administrativas e econômicas.”

A partir do momento em que as universidades deixam de aderir ao programa, milhares de pessoas, consequentemente, tem seu acesso a graduação negado ou adiado porque o número de vagas diminui. Talvez, essa seja uma estratégia para que a educação no Brasil não alcance melhores níveis e a população não se torne bem instruída politicamente, por exemplo.

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