Museu dos Meninos: a narrativa de jovens pretos moradores de favela

Em agosto, será possível acessar o Museu dos Meninos através de visitas guiadas on-line, que serão transmitidas pela plataforma Zoom
Maurício  trocando doces por uma memória. Foto: Diogo Nascimento
Maurício trocando doces por uma memória. Foto: Diogo Nascimento

Maurício Lima, ator e bailarino, nascido e criado no Complexo do Alemão, zona Norte do Rio de Janeiro, é o idealizador do Museu dos Meninos. A iniciativa tem como finalidade criar e preservar a história de jovens pretos e moradores de favela, com um projeto artístico e transdisciplinar, de mapeamento e preservação de memória.

O Museu dos Meninos traz um acervo com uma série de 30 vídeos-depoimento de homens jovens negros, entre 15 e 29 anos, moradores do Complexo do Alemão. Esses jovens narram suas próprias histórias, pensamentos e sonhos. O projeto é antirracismo e contra o genocídio do povo preto no país em que, a cada duas horas, sete jovens negros são assassinados.

Filmagem de depoimentos. Foto: Divulgação

Nos dias 5, 12, 19 e 26 de agosto será possível ter acesso ao Museu dos Meninos através de visitas guiadas on-line, que serão transmitidas pela plataforma Zoom. Além de contemplar a representatividade, com a presença de pensadores, políticos e ativistas negros, nacionais e internacionais, serão debatidas questões sobre o racismo a partir das obras do museu. Dentre os convidados estão Djamila Ribeiro, Erica Malunguinho, Joacine Katar, Edgar, Mitchell Esajas e Jessica de Abreu. 

Acesse o site do Museu dos Meninos para conhecer as histórias e acessar o link para as visitas guiadas on-line.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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