OPINIÃO: O que está por trás das novas regras do fies?

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COLUNA DE OPINIÃO:

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa destinado a financiar cursos superiores não gratuitos no Brasil. Desde sua criação, ele proporciona muitas pessoas o acesso à graduação e passou por alguns reajustes, questionáveis, das regras, sancionada pelo presidente Michel Temer, em 2017.

Segundo uma matéria divulgada no Esquerda Diário, 70% das universidades privadas do Rio Grande do Sul não aderem mais ao FIES neste ano, afastando, assim, milhares de estudantes que sonham em cursar o ensino superior. Essa decisão foi tomada após essas novas regras que, não são viáveis, como antes, para algumas instituições de ensino.

Um jovem, quando escolhe seguir uma profissão e começa a se dedicar aos estudos e durante seu convívio com mestres e doutores, abre sua mente em relação a sua própria vida, mas também em relação á situação de seu país e do mundo. Dentro de uma universidade o pensamento critico é desenvolvido e, consequentemente, as pessoas se tornam mais argumentadoras, ou seja, não são manipuladas facilmente.

Através do estudo, milhares de pessoas conseguem sair de uma situação, ás vezes, hostil e ter melhores condições de vida. Porém, para isso acontecer, é preciso oferecer possibilidades para que os estudantes desenvolvam sua vocação e, assim, ele estará contribuindo para o crescimento do próprio país.

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) está aconselhando ás instituições a não aprovarem ao Fies porque, segundo o que disse o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, ao Valor Econômico, com as novas regras as instituições correm o risco de terem “inviabilizada sua gestão, bem como fragilizadas as condições administrativas e econômicas.”

A partir do momento em que as universidades deixam de aderir ao programa, milhares de pessoas, consequentemente, tem seu acesso a graduação negado ou adiado porque o número de vagas diminui. Talvez, essa seja uma estratégia para que a educação no Brasil não alcance melhores níveis e a população não se torne bem instruída politicamente, por exemplo.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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