Gastronomia é a arte da transformação – A lanchonete do Chris

Foto: Renato Moura

Aos vinte quatros anos, jeito tímido, mas com muita vontade de correr atrás de seus objetivos, esse é Christopher Silva, que prefere ser chamado por Chris Esmarte (de “esperto” em inglês, com um e no começo e outro no fim). O “Chris Lanches” é o negócio dele, que há três anos vem cativando a clientela com hambúrgueres dos mais diferentes tipos.

Chris começou a se aventurar na cozinha desde pequeno, quando ajudava a sua mãe nas muitas vezes em que ela trabalhava com lanches em eventos de dentro e fora da comunidade. A vontade de ter o seu próprio negócio veio depois de largar o emprego em outra lanchonete – queria uma loja própria! Ele explica que a melhor parte de trabalhar com comida é ver a satisfação das pessoas.

Para ele, a melhor propaganda dos seus lanches é o boca a boca que os clientes fazem. Por isso a satisfação dessas pessoas é tão importante para o Chris. Ele acredita que está no caminho certo, “as pessoas gostam, se faz fila é porque é bom”.

Foto: Renato Moura

Foto: Renato Moura

A atividade que surgiu como uma necessidade hoje é um lugar para sustento, mas também para uma liberdade criativa. A maionese caseira de alho feita pela mãe é um grande sucesso. Os lanches especiais com nomes de clientes, também. Como plano futuro pensa em ter um salão de festas, afinal, na família dele existem muitas pessoas que já trabalham com isso – bolo, docinhos, salgadinhos –, além de ser algo que ele particularmente gosta.

“A cozinha é arte, é lugar de criatividade, mas como qualquer coisa na vida, da muito trabalho. Qualquer detalhe pode mudar tudo. Se colocar muito sal fica muito salgado, se colocar de menos, fica sem sabor. A cozinha é feita dos detalhes.”

Os lanches feitos pelo Chris vão estar no Circuito Gastronômico das Favelas no próximo dia 18, domingo. O cozinheiro vai preparar suas especialidades de hambúrguer além de um cachorro-quente especial. A maionese de alho não vai poder faltar, “quem não conhece vai experimentar e gostar”.

Além das comidas, o Chris espera que as pessoas de fora possam ver que a diversidade que a comunidade tem, além das pessoas divertidas e carismáticas. “Vão ver que na comunidade também tem qualidade!”.

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