Há 2 meses sem salários, e 3 sem benefícios, situação dos funcionários do teleférico se agrava

Renato Moura

Sem previsão para retornar ao trabalho e sem receber pagamento, Sindicato convoca trabalhadores para assembleia marcada para dia 20 de dezembro

Após ter o funcionamento interrompido desde 14 de setembro para reparos nos cabos que sofriam desgastes, o teleférico foi fechado por falta de pagamento do Estado. De lá para cá, pouca coisa mudou, e para pior. Nossa equipe de jornalismo recebeu um dos funcionários do teleférico do Alemão, que preferiu não se identificar. Ele nos contou sobre o drama e o descaso quem tem passado nesses últimos meses.

“Primeiro nos disseram que todos seríamos demitidos, depois nos pediram para esperar até 21 de novembro, porém alguns dias antes cancelaram e falaram que não tinham previsão. Não sabemos mais o que fazer, a maioria tem filhos e trabalha lá desde o começo, contando as pessoas não acreditam”.

Ainda de acordo com o funcionário, mesmo depois da paralisação, eles continuaram cumprindo a jornada de trabalho normalmente. E que em reunião feita em setembro com o gerente do consórcio Rio Teleférico, Marcos Medeiros, foi dito que não cabia processo trabalhista com apenas 1 mês de atraso e que quem quisesse poderia pedir demissão. Até uma manifestação foi feita em frente à casa do governador em exercício Francisco Dornelles, sem qualquer retorno.

A Assessoria de Imprensa do consórcio Rio Teleférico se limitou em responder apenas que o Estado já havia sido notificado, e que restava aguardar a decisão do juiz. Nossa equipe estará presente na assembleia marcada no próximo dia 20, organizada pelo Sindicato dos Elevadores, ás 14 horas, na estação de Bonsucesso. Vamos continuar acompanhando o caso, e atualizando com novas informações.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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