Gênero e sexualidade?

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Normalmente, escutamos a palavra sexualidade acompanhada por “use camisinha” ou coisas do tipo, mas na verdade, o conceito de sexualidade é muito mais amplo e não tem uma definição única e absoluta. Gosto de pensar a sexualidade como uma expressão do sujeito com o mundo, não apenas como ato sexual, mas sim, a forma como você manifesta afeto consigo e com o outro.

Constantemente vemos as pessoas confundirem gênero com sexualidade e acho importante apontarmos essa diferença. Gênero é como a pessoa se identifica, pode ser com o gênero masculino, feminino ou indefinido. Não falamos aqui de uma ciência exata, da biologia do ser humano, mas da relação da pessoa com o seu corpo. Quando olho para o meu corpo, eu me identifico com o que vejo? Não é porque o meu corpo biológico é masculino que irei me identificar como homem, posso perfeitamente me sentir como uma mulher e isso não é problema algum. Para aqueles que não se sentem como homem e nem mulher, ou ambos os gêneros, temos o termo indefinido ou fluído. Ele pode ser usado quando ainda não definimos nosso gênero ou quando não nos encaixamos no masculino ou feminino.

E se gênero é como me vejo, sexualidade é como me relaciono. Não existe um número certo de combinações, posso ser do gênero masculino e me relacionar sexualmente com homens, mulheres, indefinidos. Normalmente as pessoas se auto definem como heterossexuais quando sentem atração por pessoas do gênero oposto, homossexuais quando a atração é direcionada a pessoas do mesmo gênero ou bissexuais quando dos dois gêneros.

Somos seres muito mais amplos e diversos, nossas diferenças fazem com que sejam múltiplos em nossas formas de se expressar. E para além de ficar definindo conceitos, sexualidade cada um tem a sua e o que acontece entre quatro paredes fica lá, certo?

AUTOR:

Monique_Moreira_colunistafixo

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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