OPINIÃO: Por que ser sincero na internet causa tanta repulsa?

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Há alguns meses, coloquei tudo que conquistei na internet em risco falando o que penso. Sempre tive um ar crítico das coisas, sempre questionei, e quando me conformei, ainda assim respeiteo os inconformados. Pois bem, resolvi trazer isso pra internet. Um pouco exagerado as vezes (e nem poderia ser diferente), mas sempre sincero, procuro em meus vídeos e posts usar daquilo que acredito como argumento. Claro, não precisamos concordar, mas cabe um respeito mínimo.

Os ânimos estão exaltados por conta da política mas o fato de defender um posicionamento diferente do seu, não quer dizer que quero acabar com as conquistas existentes. Muito se pensa que se candidato X assumir, o país vai virar uma ditadura. Ou se candidato Y voltar, o comunismo vai reinar. Porém nenhuma das duas coisas tem chance de acontecer. Vivemos em tempos de DEMOCRACIA, e esta no fim é quem vai vencer. Se existem corruptos, que paguem, se existem racistas, que paguem, mas o que não se pode haver são julgamentos preciptados sobre as pessoas que escolhem um lado. O fato de apoiar o candidato do governo não quer dizer que você seja corrupto, bem como o fato de apoiar um candidato polêmico, não quer dizer que seja homofobico e queira de volta a ditadura. No fim as pessoas só querem um país melhor, pelo menos é isso que eu espero.

Ser sincero na internet é complicado, mas no fim das contas, é isso que as pessoas pedem pois sempre dizem:

“Não minta. Mentir é feio. Mentir não é legal”

Mas quem está preparado pra ouvir umas verdades?

Eu não sei! O que sei é que sinceridade é virtude para poucos.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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